segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 de Abril
Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Círculo perfeito
A realidade cai sobre a minha tarde
Encosto-me a ela como ao colo de uma mãe
E o seu odor morno aconchega-me a ilusão de que
O espelho parou de me contemplar
Dispo-me lentamente da minha imagem fónica
Perco a aparência do meu traço sobre a superfície
Inalo a essência que me arde no coração
E o céu e a terra recolhem à minha morada
Morno toque, memória azul, esculpe-me
Realidade doce de um sonho de sal
A beleza incorruptível do real cose-me o pensamento
À desembocadura das águas sobre o areal
Encosto-me a ela como ao colo de uma mãe
E o seu odor morno aconchega-me a ilusão de que
O espelho parou de me contemplar
Dispo-me lentamente da minha imagem fónica
Perco a aparência do meu traço sobre a superfície
Inalo a essência que me arde no coração
E o céu e a terra recolhem à minha morada
Morno toque, memória azul, esculpe-me
Realidade doce de um sonho de sal
A beleza incorruptível do real cose-me o pensamento
À desembocadura das águas sobre o areal
sábado, 2 de abril de 2011
Luar

Zeus e Leto com fervor se desejaram
Sobre as estrelas com ardor se amaram
O dia e a noite entreolharam-se
E um leito de alabastro lhes cuidaram
Artémis e Apolo se geraram.
A luminosidade própria dos amantes,
A luz das emoções deambulantes,
À humanidade testamentaram.
Auroras de dedos prateados
Erguem da terra o negro manto
Escondendo os astros alheados
E Sobre a terra lançam-se a voar
As cores do amor de Leto e Zeus
Em todas as noites ternas de luar
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O meu país
(A propósito da ideia mercenária de não comemorar o 25 de Abril na Assembleia da República)
O meu país está uma manta de retalhos
Cosido com falta de senso por Gente
Irresponsável que vaga o maldizer
O meu país está um sopro de maldade
Sem Homens e sem vontade
Deambula amordaçado o mês da Liberdade
O meu país está uma mãe maltratada
Pelos Homens que pariu
Já nem a história celebram na casa que os ungiu
Escárnio e maldizer tecem a nossa mortalha
Vem às nossas mãos Penélope
Ensina-nos a destecer.
O meu país está uma manta de retalhos
Cosido com falta de senso por Gente
Irresponsável que vaga o maldizer
O meu país está um sopro de maldade
Sem Homens e sem vontade
Deambula amordaçado o mês da Liberdade
O meu país está uma mãe maltratada
Pelos Homens que pariu
Já nem a história celebram na casa que os ungiu
Escárnio e maldizer tecem a nossa mortalha
Vem às nossas mãos Penélope
Ensina-nos a destecer.

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